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Esse dia foi quase um desastre | 06

Eu só pensava que tínhamos perdido a gata, e faltava menos de uma hora para os donos chegarem.

Últimos dias do ano, momento de histórias de motivação, inspiração, sonhos… Mas hoje não. Hoje eu quero te contar uma história sobre um “quase” desastre na nossa viagem.

O dia em que perdemos uma das gatas que estávamos cuidando em Londres.

Era nossa casa número 19, e tínhamos sob nossa responsabilidade duas gatas. Já temos bastante experiência viajando e cuidando de pets, então não era nada novo pra gente. A casa era pequena, gato é um bicho tranquilo... Tudo estava perfeito. Até que, no dia de irmos embora...

A dona já tinha avisado que uma das gatas adorava sair para dar bom dia aos vizinhos, então a janelinha da cozinha precisava ficar fechada. Como o apartamento era pequeno, quando fazíamos comida, abríamos a tal janelinha para ventilar o lugar.

Num desses dias, enquanto almoçávamos, a gata quase saiu, mas nós vimos a tempo e a colocamos para dentro. Eu sei, eu sei. Culpa nossa. Aprendemos e não deixamos mais a janelinha aberta. 

Sempre limpamos a casa antes dos donos voltarem, e dessa vez não foi diferente. Era nosso último dia e, enquanto limpávamos tudo, abrimos o quê? A bendita janelinha. Depois de terminar a faxina, fechamos a janela e começamos a organizar nossas coisas.

Tudo pronto para irmos embora. Quando fomos nos despedir das gatas:
“Antoniooo, cadê a gata Fulana?”
“Ué, tá aí. Não tá?”

Pronto. Depois desse diálogo profundo de duas frases, tivemos uma leve surtada. Eu procurava no andar de cima, e o Antonio no de baixo.
“Achou?”
“Não, e você?”
E nada da gata aparecer. Quem tem gato sabe: quando eles se escondem, você simplesmente não encontra.

O desespero só aumentava conforme os minutos passavam. Já não sabíamos mais onde procurar. Eu só pensava que tínhamos perdido a gata, e faltava menos de uma hora para os donos chegarem. Suávamos frio. O coração batia forte. Pensamentos acelerados.

Antonio teve a ideia de ir para a rua com um pacotinho daqueles biscoitinhos para gatos, enquanto eu continuava a busca dentro de casa.

Foi então que lembrei: a dona tinha comentado que a gata gostava de se enfiar debaixo do sofá. Levantei o sofá e, lá no fundo, vi um rabo se mexendo. Chamei a gata. Ela saiu e me olhou como se nada tivesse acontecido. Mandei mensagem para o Antonio avisando que tinha encontrado a gata e que ele podia voltar para casa.

E foi assim, num dia bem tranquilo, que nos despedimos de Londres e seguimos nossa viagem.


O quê? Se os donos sabem? Claro que não! E, por favor, não conta. É nosso segredo.

Caso algo parecido aconteça com você — porque pode acontecer com qualquer um — respira, mantém a calma e começa a buscar o bichinho. Ele vai aparecer.

Que seu ano novo seja tão animado quanto essa nossa tarde foi. E, claro, cheio de viagens! 

Não há nada mais importante que o nosso tempo, obrigada por compartilhar o seu comigo. Até o próximo domingo.

Um beijo,

Ananda.

PS: a última Se joga! foi sobre realizar sonhos. Se você ainda não leu, vem cá ler.

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me encontra lá no @anandaultra :)